Happiness.Documentary

Olá! Este é o blog oficial de divulgação do documentário que estou fazendo: #HappinessDocumentary e outras divulgações de meu interesse.
Eu já tinha este blog desde 2008. Apenas mudei o nome para o nome do documentário e mantive as publicações anteriores para que as pessoas possam me conhecer um pouco mais.

terça-feira, junho 02, 2009

Um pouco das coisas que eu escrevo

POESIAS, SONETOS, HI-KIS, ESCRITOS EM ANOS DIFERENTES.

A CORDA

Eu vi uma corda

Segurando um barco

Amarrada em um tronco

Por apenas um laço

Eu vi uma criança

Pulando corda

O vento soprava

A corda girava


Eu vi uma corda

Segurando um andaime

O homem pintava

A corda puxava


Eu vi um cachorro

Com uma corda amarrada no pescoço

O pobre cachorro nao alcançava o osso


Eu vi uma corda separando pessoas

De um lado os grevistas

De outro os estadistas


Eu vi uma corda

Salvando uma vida

A pessoa se afogava

E a corda salvava


Eu vi uma corda magica

A corda da vida

A mae paria

E a criança saia


Eu busco a minha corda

A corda da minha vida

Esta que me leva

Para outras vidas...
__2004_______________


PRIMEIRA PESSOA


“Eu!!!

Só eu...

Nenhuma pessoa além de mim,

nenhum mundo além do meu.”

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Cansei de falar.

Agora as pessoas é que falem de mim.


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Eu sei que ele sabe

Ele sabe que eu sei

Eu sei que ele sabe

Que eu sei que ele sabe

Nós dois nao sabemos de nada!

2006

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A PORTA AO LADO (by Clarice) 2005


Estou morando em uma república de estudantes, na España, mais precisamente em Salamanca, por motivos de estudos. Mas antes já tinha morado em um pensionato de freiras em Brasilia, parecido com uma república, só que bem mayor, com vários quartos e corredores e somente mulheres habitando e com uma certa “ordem moral” que as freiras tentavam impor-nos.

Em ambos pude constatar, nas minhas muitas longas e solitarias noites de insônia, o barulho que que as pessoas fazem e aprendi a “ler” o som das portas e saber, pela maneira como cada um abre ou fecha as portas, identificar os donos desses sons das portas.

Fico ouvindo gente entrando e saíndo, abrindo e fechando portas, do quarto para cozinha; do quarto para o banheiro; banheiro para a cozinha; cozinha para o banheiro; porta do corredor de entrada para o quarto; quarto para porta de entrada que também, neste caso, torna-se porta de saída.

Dá para saber quando a pessoa saiu do quarto apurada para ir ao banheiro; quando alguém entra feliz, triste, brabo. Tudo pelo som da porta...

Vinícios de Morais disse, sobre a porta “... nao há coisa no mundo mais viva do que uma porta. Eu abro devagarinho para passar o menininho. Eu abro bem com cuidado para passar o namorado. Eu abro bem prazenteira para passar a cozinheira. Eu abro de sopetao para passar o capitao...” e por aí vai.

Na verdade a porta nao é viva nem morta. Nós é que “matamos” ou damos vida a ela, de acordo com nossas emoçoes.

E só mesmo nós escritores, em noites de insônias, para observarmos o som das portas e como este som pode identificar quem o produziu ou por que.

Acho que de todos os sons de aberturas de portas, o mais certo e engraçado para se identificar é o som de quem chega bêbado e nao consegue acertar a chave no buraco da fechadura. É como se a fechadura se movesse. Uma hora a chave vai mais para cima, outra hora mais para baixo. É engraçado.

E do marido ou esposa que aprontou e chega em casa tarde e sabe que vai levar bronca. Abre a porta com todo esmero, o mesmo esmero que terá na hora de justificar o adiantado da hora. O “culpado” abre a porta de um jeito que é quase pedindo para a porta nao fazer nenhum barulho, pelo amor de Deus!

Desta mesma forma os filhos que chegam em casa depois da hora marcada. Há sempre a esperança de que se os pais nao ouvirem o barulho da porta dá para dar aquela desculpa que chegou só 5 ou 10 minutinhos depois do horario marcado.

Ouvi meu irmao mais velho abrir muitas vezes estas portas e eu também abri muitas delas na minha adolescencia...

Morro de pena das portas quando alguém chega brabo, furioso e desconta tudo na porta. Dá para fazer uma seleçao, por ejemplo, de filmes com cenas assim. Algumas sao clássicas.

Nestes casos eu ouço ao contrário. Ouço a porta dizendo: -“ mas eu nao tive culpa! Eu só estava fazendo o meu trabalho. A culpa é do arquiteto que me colocou aquí”.

É bom para mim enquanto escritora, mas estranho, ao mesmo tempo, reconhecer as pessoas pelas portas.

As pessoas lembram do lado bom das portas quando, no sentido metafórico, te dao ânimo quando algo desagradable te acontece e te dizem: pensa no lado bom, sempre que uma porta se fecha é porque outra melhor se abrirá.

E tu, quantas portas já abriste e fechaste hoje? E de que forma? Pense nisto.


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2 comentários:

Unknown disse...

Olá Clara.
Meu nome é Marcela eu moro em Chapecó, SC.
Eu ganhei uma bolsa de estudos em Brasília, porém eu precisaria de um lugar para mim ficar, mais que não custasse muito caro, e eu estava lendo o teu blog e vi que tu te hospedestes em um pesionato de freiras, parece bem legal, será que tu poderias me dar mais informações sobre isso, o nome, onde fica extamante, na asa sul, asa norte, se tu souberes, é porque eu não conheço Brasília, daí quanto mais detalhes tu me deres, mais tu vais me ajudar, é claro, se possível.
O que eu gostaria de saber é a localização, o preço, como era lá.
Muito obrigada pela tua ajuda, espero que possas me responder.
Um abraço.

Unknown disse...

Ah me desculpe, eu me esqueci de colocar o meu e-mail:
É marcelaweinmann@ibest.com.br
Muito obrigada