Happiness.Documentary

Olá! Este é o blog oficial de divulgação do documentário que estou fazendo: #HappinessDocumentary e outras divulgações de meu interesse.
Eu já tinha este blog desde 2008. Apenas mudei o nome para o nome do documentário e mantive as publicações anteriores para que as pessoas possam me conhecer um pouco mais.

sexta-feira, abril 29, 2016

Segurança do Trabalho

Por que investir em Segurança do Trabalho?

Nesta quarta, 27 de abril, foi divulgado pela Previdência Social o ranking nacional de acidentes de trabalho. Só em 2014 a Previdência desembolsou cerca de R$ 9,3 bilhões em benefícios relacionados a acidentes ou doenças de trabalho. É muito dinheiro! Então, a pergunta que não quer calar é: não é mais barato investir em segurança? Parece ser uma matemática simples. Embora não seja barato investir em máquinas apropriadas e bons equipamentos de proteção, o custo compensa não só por motivos econômicos, mas sobretudo humanos. A reparação dos danos ao acidentado é mais onerosa ao país do que o custo da prevenção, simples assim!
A cultura de não priorizar a prevenção no ambiente laboral é só a primeira das causas do alto índice de acidentes de trabalho e esta é uma via de duas mãos. Tanto as empresas devem fornecer condições seguras quanto os empregados devem exigir essas condições.
Investir em Segurança do Trabalho é promover o bem estar físico, mental e social dos trabalhadores com retorno certo em produtividade, redução dos gastos, valorização da marca e credibilidade da empresa e, com isto, aumentar a margem de lucro. Uma coisa leva à outra.
Daria para citar vários motivos para se investir em segurança, que vão além da questão legal, e que trazem benefícios a todos, por exemplo, a organização permite que a empresa crie uma logística que demonstra a preocupação e o cuidado com o funcionário. Esta organização garante um outro benefício que é a produtividade, uma vez que o colaborador se sente mais motivado para executar suas funções. Outro motivo é a redução de gastos, que gera menos custos com materiais e afastamentos ou ações judiciais. Um ambiente seguro inibe os riscos e mantém a atenção do funcionário da execução da tarefa, evitando prejuízos materiais e afastando os riscos de acidentes.
Mas se os motivos não forem suficientes é bom lembrar que é lei, é uma obrigação da empresa investir em segurança. Ao investir, uma empresa, além de cumprir a legislação trabalhista executando os programas de segurança exigidos por lei, desperta em seus funcionários o "espírito prevencionista", isto é, mantém alerta, de forma espontânea, quanto aos riscos de acidentes, zelando e respeitando as normas de segurança, como por exemplo: usando adequadamente os equipamentos de proteção individual, tais como protetor auricular em área de ruído, capacete na construção civil, máscara em área de concentração de poeiras, dentre outros.
Ou seja, todos, empresas, Estado e trabalhadores, têm mais a ganhar do que perder investindo em segurança do trabalho. Fica a dica! (Clara Santos) 

segunda-feira, abril 25, 2016

Em se plantando tudo dá se a natureza permitir


Escreveu Pero Vaz de Caminha, ao rei Dom Manuel de Portugal, quando chegou ao Brasil e viu toda natureza exuberante do Brasil, que à época ainda não tinha nome.
"...Nela (a terra) , até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados como os de Entre Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem."
Pero Vaz de Caminha, ao falar da abundância de água e que tudo aqui “em se plantando dá”, não contava com as chuvas em excesso, que aqui temos, de tempos em tempos e que acabam, total ou parcialmente, com as plantações, casas, ruas, construções etc.
Ano passado, 2015, o Rio Grande do Sul teve uma forte enchente. Certamente muita gente lembra porque foi no final do ano. Logo depois começou o verão com um calor fora do normal. Não deu outra! A combinação calor X massa de ar frio trouxe chuvas em excesso,mais uma vez.
Antes de 1888 o Rio Grande do Sul não contava com uma tecnologia voltada para previsão do tempo. Em 1888 isso começou a mudar, com a criação, pela princesa Isabel, da Repartição Central Meteorológica. Hoje, temos radares, satélites e supercomputadores, mas, mesmo assim, há falhas.
Há quem não acredite na tecnologia para previsão do tempo e prefira se guiar pela natureza como a lua ou sinais que os animais dão.

A tecnologia ajuda muito mas contra a força da natureza não há, ainda, tecnologia que detenha. Ou seja, corrigindo Pero Vaz de Caminha, “em se plantando tudo dá desde que a natureza assim o queira”. (Clara Santos- Jornalista)

terça-feira, abril 19, 2016

Dia do Indio – comemorar ou se decepcionar?


Hoje, 19 de abril, se comemora o Dia do Indio no Brasil, mas será que há motivo de comemoração? Muitos de nós, quando criança, aprendeu na escola, fez trabalhos, se fantasiou de índio, viu fotos, filmes e alguns, poucos, até visitaram reservas indígenas na data de celebração dos povos indígenas, mas o tempo passa e esquecemos de todos os problemas sociais que sofrem os índios brasileiros.
Além das questões indígenas em si, como inclusão social, saúde indígena, educação, cultura, também temos a questão agrária, que volta e meia acaba em conflito em vários Estados brasileiros onde temos reservas indígenas.
A data comemorativa foi criada em 1943, pelo presidente Getulio Vargas. Na época, criaram esta data para que todos se lembrassem da importância deste povo para o Brasil; daqueles que habitavam as terras brasileiras desde sempre e com a chegada dos europeus, foram dominados e escravizados.
Com o passar do tempo os índios passaram a ser vistos como uma espécie de intrusos que atrapalham o crescimento do país, tendo suas terras reduzidas pelo “bem” crescimento e do progresso do Brasil, da agricultura, da pecuária e da indústria, enfim, as justificativas são muitas e as nações indígenas cada vez menores.
Então, mais de 500 anos depois da colonização eu volto a perguntar se é para comemorar ou se decepcionar com a data dedicada aos índios? O ideal seria que as pessoas, os políticos principalmente, fizessem esta pergunta aos próprios índios.
Coincidência ou não, hoje também é comemorado o Dia de Santo Expedito, conhecido popularmente como “santo das causas impossíveis”. Talvez seja melhor que os índios comemorarem o dia deles torcendo para que o Santo Expedito ajude nesta causa já quase perdida. (Clara Santos)

quinta-feira, março 24, 2016

CORRUPÇÃO – O QUE OS PAIS DOS CORRUPTOS ENSINARAM A ELES?

No meio desta loucura toda que o Brasil está passando, esta crise econômica e todas as denúncias de corrupção, sem precedentes, eu fico tentando entender o comportamento destas pessoas.  Crise econômica já passamos por outras antes, mas de se estar investigando e mostrando todos os “podres” por trás dos bastidores e se constatar os números assustadores de pessoas envolvidas, nunca tínhamos visto antes.
Pois bem, fico me perguntando o que leva uma pessoa a ter tanta ganância, a querer  deliberadamente roubar do país, do povo e, por consequência, de si mesmos porque quando se rouba tanto assim não se está roubando só em valores matérias. Sim,  porque os desvios são de verbas que são do país, que deveriam estar sendo revertidas para o bem estar social, como educação, saúde, trabalho etc.
Qual o limite do ter? Por que é tão importante ter?
Estes homens e mulheres que estão sendo investigados, nem todos políticos, foram criança um dia, tiveram ou ainda têm pai e mãe, familiares de forma geral.
A minha pergunta é: O que os pais destas pessoas ensinaram a elas? Que valores foram passados? Porque eu não consigo imaginar nenhum deles, quando criança, ouvirem dos pais algo do tipo:
 “- Meu filho (a) quando crescer seja desonesto (a), roube, minta, engane, passe a perna no próximo, prejudique o máximo possível seu País, desvie verba pública em benefício próprio, seja egoísta, enfim, seja corrupto!” Alguém consegue imaginar?
Tirando um caso ou outro de família de políticos brasileiros que sabemos que o mau-caratismo passou de pai para filha, não consigo imaginar esta cena.
Então, a outra pergunta que me vem à cabeça é em que momento resolveram passar para o ”lado negro da força”, quando esta inversão de valores, este egoísmo e arrogância se deram?
As pessoas envolvidas nas investigações são de diferentes regiões do Brasil, diferentes idades,  diferentes gêneros e diferentes partidos políticos. Eu não conheço as histórias de vidas dessas pessoas mas certamente tiveram pai, mãe, avô, avó, tios, tias, irmãos, irmãs, enfim, alguém que os tenha criado e eu insisto em dizer que não consigo conceber que tenham ensinado aos investigados por corrupção a serem corruptos.
Em algum momento a “ocasião fez o ladrão”.  Eu sei que a corrupção no Brasil é cultural e que vem de longa data mas estou me atendo aos casos recentes pois são emblemáticos.
As pessoas, inclusive eu, ficam se perguntando o que será das novas gerações? Que Brasil as novas gerações terão? Mas as gerações de hoje já foram jovens ontem e o que mudou? Ou o que vai mudar? Investigar e punir todos os envolvidos, independente de partido, todos querem, mas que garantias temos que as novas gerações não farão o mesmo?
Tem um hiato aí no meio disto tudo porque se respondemos que a partir de agora os próximos políticos e qualquer pessoa que queira se envolver com corrupção vai pensar duas vezes antes porque sabe que será punida. Mas já não era para se pensar assim antes da história toda vir à tona?
Honestamente, eu gostaria de entender os desonestos. Eu queria entender esta concepção do “ter para poder ser”.
Será que eles achavam que nunca seriam pegos ou que o risco de isto acontecer era tão improvável que valia a pena arriscar? Ou será que achavam que mesmo que fossem pegos, nada aconteceria com eles nem com o dinheiro roubado?
Eu ainda não vi os jornalistas, as pessoas em geral, tentando descobrir os motivos pelos quais os corruptos são corruptos. Daí você pode dizer: simples! A ganância. Ok, a ganância.           Mas minha dúvida, o que me intriga, é o porquê da ganância e em que momento da vida ela passa a ser um valor para uma pessoa.
Qual o problema de viver honestamente com o que se ganha, de se estudar, trabalhar, tentar sim melhorar de vida, mas de forma honesta?  Quanta gente, neste momento, está desempregada no Brasil e ainda assim permanece honesto, correto, buscando soluções criativas, inteligentes de contornar a crise, sem ser roubando?
Eu não sou contra a pessoa querer mais, querer melhorar de vida. Pelo contrário.  Querer ser melhor, ter uma vida melhor, é sinônimo de evolução e deveria ser uma busca de cada um. O que me incomoda são os meios para se alcançar isto.
Vou levantar esta bola para os psicólogos, psiquiatras, antropólogos, sociólogos, polícia federal, ministério público etc. cortarem. Se alguém souber me explicar, por favor, me diga.

Clara Santos – Jornalista e honesta J dianprabha@gmail.com

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Um mosquito pode ser mais forte que uma nação?

Um mosquito pode ser mais forte que uma nação?

Aí “varea”, né? Brincadeira com o Português à parte pode ser que um mosquito seja mais forte que uma nação – epidemia – ou várias nações – pandemia.
Quando eu me refiro a “um” mosquito, primeiro, me refiro ao tipo – artigo – para, em um segundo momento, me referir ao numeral.
Ao “um” artigo porque me refiro ao mosquito “Aedes Aegypti”.  Ao “um” numeral porque me refiro somente a esta espécie e não às demais espécies de mosquito.
Bem, dito isto, vocês sabem que ultimamente este mosquito, ou melhor dizendo, esta “mosquita”, já que é a fêmea a encarregada de picar e transmitir as doenças, há meses vem ganhando destaque diário em todas as formas de comunicação. Tem gente que não aguenta mais falar deste assunto, mas é necessário divulgar ao máximo, exaustivamente, porque o assunto é grave e trás à tona uma série de outros assuntos graves.
O fato é que estamos já no 1 X 0 para o mosquito porque de uma endemia passou para uma epidemia e de uma epidemia passou para uma pandemia e depois que saiu do Brasil e foi parar em outros países, alguns dos quais bem ricos, a coisa mudou de figura e a Organização Mundial de Saúde – OMS - se manifestou, a comunidade científica nacional e internacional também vem se manifestando e o governo, claro, procurando uma solução, todos unindo esforços para entender, conhecer e achar uma vacina, um remédio para um problema que começou lá atrás, com os primeiros casos de Dengue. E lá atrás deveriam ter buscado soluções para conter o Aedes Aegypti,, mas isto não aconteceu e estamos onde estamos...
Não dá para se reclamar da existência de insetos morando em um país tropical. Todos sabem disto, mas daí a não perceber a diferença da proliferação de uma espécie e as condições que levam a este tipo de “fenômeno” da natureza, já é bem diferente.
Como se não bastasse uma única espécie de mosquito transmitir uma série de doenças já comprovadas, e outras doenças suspeitas, que ainda estão sendo estudadas, a reprodução do mosquito está associada à falta de higiene, às más condições sanitárias, e este é o ponto que eu queria chegar.
Eu conheço praticamente todo Brasil. Já viajei, por motivos de trabalho e lazer, para vários lugares turísticos e outros que as pessoas não gostariam de conhecer. Tem lugares no Brasil que vivem praticamente como se vivia na Idade Média. Já ouviram falar da Peste Negra, né? A pandemia de peste bubônica que assolou a Europa em meados do século XIV. A enfermidade e a peste rondavam a vida das pessoas. Obter água limpa para beber e cozinhar era um problema, pois o conteúdo das fossas infiltrava-se no solo e contaminava os poços. Lixo, resíduos de curtume e matadouros a céu aberto poluíam os rios. Qualquer semelhança não é mera coincidência...
Eu até escrevi sobre isto há alguns anos, quando fui ao Jalapão, estado do Tocantins, e fiquei impressionada com três coisas: o calor, que é de matar! As belezas naturais, e quando digo naturais, são naturais mesmo, quase não tocadas pelo homem; e, por último, a falta de infraestrutura que as comunidades dali vivem.
O Jalapão é só um exemplo, mas existem, infelizmente, muitos mais e piores do que lá vivendo sem nenhum ou muito pouco saneamento básico. São Paulo, a maior capital do País, uma das maiores do mundo, tem vários locais assim, com esgoto a céu aberto.
Eu nem vou entrar nas estatísticas para não tornar este texto muito longo. Basta que você, caro leitor ou leitora, entre no site do IBGE e procure informações a este respeito. O espanto é garantido!
Muitos brasileiros e brasileiras sofrem de várias doenças, inclusive vindo a óbito, por problemas de saneamento. Contaminação das águas e do solo, adoecimento da população, deslizamentos e inundações, além dos lixões e lixinhos a céu aberto. Todas essas são consequências da falta de políticas efetivas de saneamento básico. Agora, para somar a esta equação pouco resolvida, veio mais um vilão: o mosquito que deposita seus ovos justamente nestes lugares, ou nas casas, apartamentos, terrenos, enfim, qualquer lugar onde haja água parada.
Esperamos, pelo menos eu espero, que o destaque negativo que o Brasil está tendo na mídia nacional e internacional, por causa do mosquito, que há alguns anos era o mosquito da Dengue, mas que agora é o mosquito  da Dengue, da  Chicungunha e da Zika, este último que tem causado maior pânico pois está associada às causas de microcefalia e também a outras síndromes neurológicas como a de Guillain-Barrém, ajude a resolver boa parte do problema de saneamento básico brasileiro.
Para finalizar eu deixo a pergunta que vale bilhões da Lava Jato: por que não há saneamento?  (Clara Santos)












Mulher e Filosofia - o livro de Juliana Pacheco - Revista Cult

Mulher e Filosofia - o livro de Juliana Pacheco - Revista Cult: Prefácio   Desde a publicação em 2002 do livro As Mulheres e a Filosofia, que ajudei a organizar junto a Magali Menezes e Edla Eggert, autoras que participam com excelentes textos da publicação que ora temos em mãos, as pesquisas e debates relativos aos temas feministas em filosofia tem avançado em nosso contexto acadêmico.   …